Eu não sei por que te amo.
Lembro que me perguntaste naquele momento.
Pensei, pensei e muito pouco a contento eu titubeei e nada respondi. Pra falar a verdade, não sei nem porque chamam de amor...
Eu posso chamá-lo do que quiser.
Pensando bem, é melhor não pensar. Dá muita dor de cabeça e aí vem aquela tristeza por que a razão do meu sorriso está agora em Estância, bem perto de Laranjeiras que não dá tanta laranja assim por que é em Boquim que ocorre a festa da laranja, mas pelo que me lembro será que fica realmente perto ou longe? Minha nossa, posso ter cometido alguma espécie de aborto geográfico... É, eu tava falando de Laranjeiras que fica perto de Estância... ih. Eu tinha usado aquela cidade só pra rimar por que pensei que estava escrevendo uma poesia só que aí percebi que na verdade não era, mas ainda penso que é por que... Por que... Isso é uma poesia?
Acho que não. As poesias que eu li tinham palavras difíceis. É. E elas ficavam arrumadinhas na esquerda e rimavam... Mas, pra ser poesia, tem de rimar? E se eu quiser denominar esse punhado de palavras pertinho umas das outras de poesia? Eu posso! Há, há, há. Vou chamá-lo de cavalo. Pronto, estou escrevendo um cavalo enquanto penso no meu amor. Mas o que é mesmo o amor? Está dando dor de cabeça. É por que o meu amor está longe e por isso estou fazendo este cavalo para libertar meus pensamentos e levá-los até ela. Só que talvez fosse melhor eles ficarem lá dentro.
...se pensarmos que a vida do autor depende de inúmeros processos involuntários que se interligam em cadeias infinitas, podemos ousadamente dizer, ao ver o livro nas mãos dos leitores, que todo o universo conspirou para que ele existisse...
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Um comentário:
maravilhoso, decilioso, encantador.
dá vontade de comer essas palavras
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