...se pensarmos que a vida do autor depende de inúmeros processos involuntários que se interligam em cadeias infinitas, podemos ousadamente dizer, ao ver o livro nas mãos dos leitores, que todo o universo conspirou para que ele existisse...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Epílogo

São quase 30. Tantos anos, tantas histórias e eu continuo do mesmo jeito. Ou quase. O tempo tem me dado doses homeopáticas de generosidade. O corpo continua servindo o seu propósito de me manter vivo e de pé. A alma cética como sempre. Mas o peso das coisas batem um pouco mais forte.

Não sei quanto tempo se passou desde que escrevi algo nesse blog. Esse lugar que acolheu uma das minhas válvulas de escape. O título "leia devagar" não é gratuito e muito menos o nome "sonhos e maldições". Não escrevo, guaguejo.

Hoje tudo está como antes. Depois de mais um fim não sei nem mais o que pensar. Ouvi dizer que devo ser mais sincero com outros e, principalmente, comigo mesmo. Dói pacas. Impressionante como esse final de mês, final de ano tem exposto o que tenho de pior. Todas as minhas fraquezas de espírito, desvios de conduta, defeitos e arestas tem quebrado uma a uma minhas certezas. Essas que já eram poucas e hoje se resumem a três: meu filho é minha vida, minha vida não me pertence e vou morrer antes de conquista-la.

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