...O Rei convocou seu conselho e, aflito, exigiu uma solução. Os sábios sacerdotes destilaram a seguinte máxima: "Meu Rei, a jovem princesa não tem que ser como os outros, os outros é que devem ser como ela". E sugeriram a criação de um baile anual onde todos os jovens do reino seriam convidados. Destes, um seria escolhido pela princesa para ser seu noivo - futuro rei.
Supimpa! - sorriu o Rei. Mas qual seria o critério para entrar no baile? - questionava o manda-chuva. Os conselheiros logo pensaram em uma máquina de nome "vestíbulo" onde colocariam o seu dedo médio da mão esquerda e, dependendo da grossura, marcariam um pre-definido número de pontos e teriam acesso. O baile comportava mil lugares.
Foram criados cursinhos engorda-dedo e os jovens deixaram de lado a poesia e a música para se dedicaram exclusivamente no novo plano de vida: engordar o dedo. Os pais, orgulhosos, diziam: "Olha esse menino, tão novo e já tem o dedo tão gordinho". E punham-se a trabalhar mais para colocar as crianças em escolas mais rigorosas com relação ao engordamento dos dedos.
Não demorou para se perceber uma nuvem de tristeza naquele reino. Algo nunca visto antes. Os jovens que não conseguiam entrar ficavam tristes, com seus dedões deformados. Nao podiam mais dedilhar notas nos violões.
Os pais reclamavam, diziam que eles não haviam se esforçado o suficiente.
E assim foi.
p.s. essa história não tem final, muito menos feliz.
...se pensarmos que a vida do autor depende de inúmeros processos involuntários que se interligam em cadeias infinitas, podemos ousadamente dizer, ao ver o livro nas mãos dos leitores, que todo o universo conspirou para que ele existisse...
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2 comentários:
fico encantada com a tua genialidade para escrever o que sente de modo tão belo
Te amo
eu saberia fazer um final pra isso... nao tao feliz, pra uns... mas pra outros, um dedo grosso resolve mto problema!!!! ehehhehehehhe
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