Um rizoma não começa nem conclui, ele se encontra sempre no meio, entre as coisas, inter-ser. A árvore impõe o verbo "ser", mas o rizoma tem como tecido a conjunção "e...e...e..." Há nesta conjunção força suficiente para sacucdir e desenraizar o verbo ser.
|Entre| as coisas não designa uma correlação localizável que vai de uma a outra, mas uma direção perpendicular, um movimento transversal que as carrega uma E outra, riacho sem início nem fim, que rói suas duas margens e adquire velocidade no meio.
...se pensarmos que a vida do autor depende de inúmeros processos involuntários que se interligam em cadeias infinitas, podemos ousadamente dizer, ao ver o livro nas mãos dos leitores, que todo o universo conspirou para que ele existisse...
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