<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719</id><updated>2009-11-11T21:39:06.977-08:00</updated><title type='text'>sonhos e maldições</title><subtitle type='html'>...se pensarmos que a vida do autor depende de
inúmeros processos involuntários que se interligam em cadeias infinitas, podemos ousadamente dizer, ao ver o livro nas mãos dos leitores, que todo o universo conspirou para que ele existisse...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-6820576005478285383</id><published>2008-08-04T12:39:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T13:01:26.616-07:00</updated><title type='text'>recortes [parte dois]</title><content type='html'>...Os homens pode mudar em pequenas coisas: vestuário, corte de cabelo, maneira... porque isso não são importantes pra nós. As mulheres não podem ser mudadas de jeito nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O máximo que se pode esperar numa relação é encontrar alguém cujos defeitos sejam do tipo que não nos incomodam. Uma mulher precisa que o homem se declare disposto a sacrificar qualquer coisa por ela. Um homem precisa que lhe declarem que está sendo útil. Quando algum deles se desvia dessa fórmula o outro perde a confiança. Quando a confiança é perdida a comunicação se deteriora. Sem confiança só se conversa coisas triviais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como obter confiança então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deve mentir sobre seus talentos e conquistas. E deve exagerar os seus defeitos. A honestidade é como a comida: ambas são necessárias, mas em excesso provocam desconforto. Quando minimiza suas realizações faz os demais se sentirem melhores em relação às realizações deles. É desonesto, mas amável.&lt;br /&gt;A conversa é mais do que a soma de palavras. É uma forma de assinalar a importância do outro, mostrando àquela pessoa a nossa inclinação a conceder nosso recurso mais escasso: o tempo. É uma forma de comunicar respeito. As conversas podem ser muitas coisas, mas nunca serão inúteis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-6820576005478285383?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/6820576005478285383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=6820576005478285383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/6820576005478285383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/6820576005478285383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2008/08/recortes-parte-dois.html' title='recortes [parte dois]'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-206761083305583728</id><published>2008-08-04T12:21:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T12:32:19.775-07:00</updated><title type='text'>recortes [parte um]</title><content type='html'>Há dois tipos de gente no mundo. Um tipo é orientado para pessoas. Quando esse tipo de conversa, é a respeito de gente - o que as pessoas estão fazendo, o que alguém disse, como alguém se sentiu. &lt;br /&gt;O outro grupo é orientado para idéias. Quando estes conversam falam a respeito de idéias, conceitos e objetos. E isso causa problemas na vida social, mas nem dá pra perceber de que modo.&lt;br /&gt;Pessoas de idéias são maçantes até mesmo para outras pessoas de idéias. O que fazer então? Se eu te der um conselho você seguiria? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo pra pensar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, claro que não. As pessoas acham que seguem conselhos, mas elas não seguem. Os seres humanos são incapazes de receber informação. Eles criam seu próprio conselho. Se você procura influenciar alguém não perca tempo com conselhos. Você pode mudar o que as pessoas sabem, não o que elas fazem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-206761083305583728?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/206761083305583728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=206761083305583728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/206761083305583728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/206761083305583728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2008/08/recortes-parte-um.html' title='recortes [parte um]'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-2178063309505971418</id><published>2008-04-06T08:25:00.001-07:00</published><updated>2008-04-06T08:26:42.521-07:00</updated><title type='text'>necessidade</title><content type='html'>por tempo indeterminado&lt;br /&gt;este blog permanecerá&lt;br /&gt;sem novos textos, loucuras&lt;br /&gt;ou maldições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tá tudo aqui dentro de mim, &lt;br /&gt;mas falta alguma coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez alguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-2178063309505971418?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/2178063309505971418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=2178063309505971418' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/2178063309505971418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/2178063309505971418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2008/04/necessidade.html' title='necessidade'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-4275005991250205558</id><published>2008-01-17T14:13:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T14:14:37.172-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem está sentado em primeiro plano nesta sala, sobre um pequeno tapete e com as pernas cruzadas numa posição ioga. O homem está descalço e sem camisa, vestindo apenas uma calça grosseira e rasgada. A barba, o bigode e os cabelos cobrem-lhe praticamente todo o rosto, mas não o suficiente para ocultar que ele é quase albino de tão louro e branco. &lt;br /&gt;O homem segura uma guitarra elétrica apontada para o observador como se fosse uma metralhadora. Mas da ponta da metralhadora – ou guitarra – saem balas de confeitaria e escorre, fracamente, um líquido amarelado.&lt;br /&gt;Sobre a cabeça do homem, em letras grandes e vermelhas, imitando fogo está impressa a palavra “inferno”. E, em letras menores e também vermelhas, o nome Lúcifer Smith. Envolvendo tudo há um papel celofane que é rompido nesse momento. Duas mãos retiram o disco de dentro da capa e o levam para um toca-discos no canto da sala. Esta é um outra sala com um tapete verde, móveis novos e bem organizados, adornos sombrios, quadros nas paredes e um televisor ligado com uma garota sorridente no vídeo. Ela anuncia um televisor igual àquele e ligado, numa sala idêntica e onde se acha, esquecido num canto um disco cujo nome “inferno” da banda punk The Smith aparece em letras grandes e vermelhas.&lt;br /&gt;Desliga-se o televisor e apaga-se a luz. Escuta-se, a princípio, apenas o chiado irritante da agulha sobre os sulcos iniciais do disco. Mas logo depois se ouve o som de guitarras, contrabaixo e bateria. E uma voz começa a cantar assim: “Estou farto de tudo e vou tomar o ônibus vinte e sete e viajar para outra galáxia”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-4275005991250205558?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/4275005991250205558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=4275005991250205558' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/4275005991250205558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/4275005991250205558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2008/01/blog-post.html' title='...'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-2955262985811654692</id><published>2008-01-06T04:29:00.000-08:00</published><updated>2008-01-06T05:01:07.462-08:00</updated><title type='text'>AS CONSTELAÇÕES (Em nome de Alá, o compassivo, o piedoso)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Na mesinha: &lt;/span&gt;Uma velha radiola, com um disco no prato, presumivelmente rodando. No chão, ao lado da mesinha e com o focinho junto à radiola encontra-se um cachorro como se escutasse a música. Ao lado da radiola está a capa do disco onde se acha gravado um cachorro igual àquele e na mesma posição e também escutando a uma radiola idêntica. Sobre o cachorro (o da capa do disco) está escrito RCA. Mas não se pode ler qualquer outra palavra porque em cima da capa do disco há uma casca de banana. Porém, é possível ler, no canto direito do observador, duas letras finais: E e N. Possivelmente o fim do nome BETETHOVEN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Outros móveis pela sala:&lt;/span&gt; Um sofá velho e ensebado, com algumas das molas à mostra e baratas andando pelo forro; uma cadeira tosca de pau e, sobre ela, um cachimbo e uma caixa de aberta, contendo um fumo de cor esverdeada; uma televisão, ligada, mostrando uma garota que anuncia - sorrindo - um aparelho de televisão igual àquele e onde aparece ela própria, a garota, anunciando o mesmo televisor e assim sucessivamente;um piano de cauda sobre o qual descansa uma travessa com um peixe morto, cercado por velas acesas. E vê-se, de perfil, sentado no banquinho e com os dedos no teclado, um esqueleto vestido a rigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Objetos espalhados pelo chão:&lt;/span&gt; Um jornal totalmente aberto, mostrando a 1ª e a última página. Na primeira, a manchete é CRISE em letras garrafais. E há o retrato de um homem baixo, gordo e calvo, de terno escuro e passando, naquele momento, um lenço no rosto suado. Rosto em que se sobressaem os músculos tensos e a expressão preocupada. Na última página, a manchete é: SUICIDOU-SE NO SUPERMERCADO. E logo abaixo a fotografia do cadáver, com vários curiosos ao seu redor. É um grande anúncio onde se vê também a palavra "supermercado" e uma porção de preços e desenhos de mercadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Outros objetos espalhados pelo chão:&lt;/span&gt; Uma gaiola sem pássaros, mas com ossos de pássaros lá dentro; uma moldura sem quadro; uma garrfa de vinho e copos; uma estatueta de Buda; uma revista do homem-aranha, notas e moedas, pílulas, dois dados; roupas de baixo femininas; carrinhos e soldadinhos de plástico; diversos livros, três dos quais ostentando nitidamente os títulos: "Minha luta", de Adolf Hitler; "O profeta", de Gibran Kaliu Gibran e "Como cultivar e coexistir com a neurose", de Carl Sigmund.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ET CETERA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-2955262985811654692?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/2955262985811654692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=2955262985811654692' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/2955262985811654692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/2955262985811654692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2008/01/as-constelaes-em-nome-de-al-o.html' title='AS CONSTELAÇÕES (Em nome de Alá, o compassivo, o piedoso)'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-1576495944885961587</id><published>2007-12-25T17:18:00.000-08:00</published><updated>2007-12-25T17:25:56.361-08:00</updated><title type='text'>A MALDIÇÃO DOS BLOGUEIROS</title><content type='html'>1º pegue um livro próximo (PRÓXIMO, não procure!)&lt;br /&gt;2º abra na página 161&lt;br /&gt;3º procure a 5ª frase completa&lt;br /&gt;4º poste esta frase no seu blog&lt;br /&gt;5º não escolha a melhor frase nem o melhor livro&lt;br /&gt;6º repasse para outros cinco blogs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não se deve esperar que os problemas se acumulem&lt;br /&gt;e dêem lugar a múltiplas complicações, para só então&lt;br /&gt;tentar resolvê-los."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TUNG, Mao Tsé. O livro vermelho. Pequim, 1972. &lt;br /&gt;Texto integral. Martin Claret.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amaldicôo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carla&lt;br /&gt;Juliana Grosskopf&lt;br /&gt;Wille&lt;br /&gt;Aline Ayalla&lt;br /&gt;Andréia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-1576495944885961587?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/1576495944885961587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=1576495944885961587' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/1576495944885961587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/1576495944885961587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/12/maldio-dos-blogueiros.html' title='A MALDIÇÃO DOS BLOGUEIROS'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-1825027385758634928</id><published>2007-12-23T15:42:00.000-08:00</published><updated>2007-12-23T15:46:37.421-08:00</updated><title type='text'>O AMOR NÃO TEM IDADE</title><content type='html'>- Romântico, como todo amor merece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor era mesmo grande. E por isso ficara guardado durante meses e meses. Não tivera coragem de abrir o segredo com nenhum dos amigos. Imaginava a gozação, a brincadeira, a farra. Seria insuportável ficar na classe, assistir as aulas se algum deles soubesse do seu tão bem guardado amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é um amorzinho qualquer não, desses que começam e acabam numa mesma festa, numa única noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era pra valer. Para demorar. Para sempre, talvez. Uma paixão que começara demorada e por partes. Primeiro fora pela voz dela. Macia como veludo novo. Gostava de ouvi-la falar e, quanto mais perto ela falava, mais se apaixonava. As palavras, os números e as idéias saíam como vindos do fundo do coração. Depois os olhos. Não eram verdes nem azuis como as atrizes de TV e manequins de revistas. Eram apenas pretos. Belamente pretos. Pareciam querer ver o mundo inteiro, de todo mundo, por seu par de olhos. Parecia descobrir telepaticamente em que as pessoas da classe pensavam. Uma vez quase o desarmara, quando sugeriu – de repente – flagrando-o no mundo da lua: “pensando no seu grande amor?”. Ele se atrapalhara, sem resposta e ela permanecera inteira, dona da brincadeira, deliciando-se com o sem-jeito dele. Depois da voz e dos olhos, descobriu os cabelos. E sonhou com eles tantas e quantas vezes seu sono atribulado permitiu.&lt;br /&gt;Sonhava com os cabelos dela roçando de leve sua face. Em seguida, veio o sorriso. Depois as mãos, os dedos finos e as unhas de esmalte escuro. Finalmente apaixonou-se pelo corpo todo, por ela inteira. E aí a coisa ficou doida. Enquanto eram os olhos, os cabelos, o sorriso, as mãos, dava pra esconder, guardar num pedacinho de vida qualquer, numa página de caderno ou livro. Mas quando ela inteira tomou conta do seu coração novo, desacostumado a essas comoções mais fortes, ficou mais difícil de agüentar. E foi um tal de ficar mal-humorado, de rejeitar conversas longas, de fugir das farras do grupo, de se atrapalhar com as aulas, notas e exercícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É hoje ou nunca mais. No fim da aula ela vai saber do meu amor. Dê no que dê, ela vai saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha, é verdade, uma grande problema: a diferença de idade entre os dois. Ele era um molecão e ela, uma mulher. Bem... as mulheres são mesmo assim, se desenvolvem e amadurecem mais depressa do que os homens. Sempre ouvira isso e teria esse detalhe a seu favor. Claro, imaginando que seu grande, bonito e romântico amor, fosse compreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha até procurado – e encontrado – algumas poesias de poetas famosos e não famosos que tratavam do assunto: amores descompassados de idade. E vivia dizendo que o amor não tem idade. Dizia isso mesmo numa acalourada redação de português em que narrou o amor de um jovem por uma mulher madura, texto terminado pelo clichê: “O amor não tem idade”. Estava cheia de erros de ortografia e pontuação. A professora, insensível, classificara o trabalho do apaixonado escritor de “razoável” e inundara-o de riscos, cruzes e sinais indecifráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela não entenderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem ele entendeu o que é “paichão”, vai ver que eu tinha pensado em “paixão”. Só quem vive um grande amor assim poderia escrever esquecido das regras gramaticais. E inventou outro clichê: “O amor não conhece regras gramaticais”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-1825027385758634928?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/1825027385758634928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=1825027385758634928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/1825027385758634928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/1825027385758634928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/12/o-amor-no-tem-idade.html' title='O AMOR NÃO TEM IDADE'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-8756626861851516388</id><published>2007-12-16T08:01:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T08:17:10.431-08:00</updated><title type='text'>MEU DEDO NÃO É GROSSO pt. II</title><content type='html'>...O Rei convocou seu conselho e, aflito, exigiu uma solução. Os sábios sacerdotes destilaram a seguinte máxima: "Meu Rei, a jovem princesa não tem que ser como os outros, os outros é que devem ser como ela". E sugeriram a criação de um baile anual onde todos os jovens do reino seriam convidados. Destes, um seria escolhido pela princesa para ser seu noivo - futuro rei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supimpa! - sorriu o Rei. Mas qual seria o critério para entrar no baile? - questionava o manda-chuva. Os conselheiros logo pensaram em uma máquina de nome "vestíbulo" onde colocariam o seu dedo médio da mão esquerda e, dependendo da grossura, marcariam um pre-definido número de pontos e teriam acesso. O baile comportava mil lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram criados cursinhos engorda-dedo e os jovens deixaram de lado a poesia e a música para se dedicaram exclusivamente no novo plano de vida: engordar o dedo. Os pais, orgulhosos, diziam: "Olha esse menino, tão novo e já tem o dedo tão gordinho". E punham-se a trabalhar mais para colocar as crianças em escolas mais rigorosas com relação ao engordamento dos dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou para se perceber uma nuvem de tristeza naquele reino. Algo nunca visto antes. Os jovens que não conseguiam entrar ficavam tristes, com seus dedões deformados. Nao podiam mais dedilhar notas nos violões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais reclamavam, diziam que eles não haviam se esforçado o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s. essa história não tem final, muito menos feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-8756626861851516388?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/8756626861851516388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=8756626861851516388' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/8756626861851516388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/8756626861851516388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/12/meu-dedo-no-grosso-pt-ii.html' title='MEU DEDO NÃO É GROSSO pt. II'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-8408762276281982353</id><published>2007-12-12T18:58:00.000-08:00</published><updated>2007-12-12T19:17:53.878-08:00</updated><title type='text'>MEU DEDO NÃO É GROSSO</title><content type='html'>Conta uma lenda que num país bem perto daqui nasceu uma linda menininha. Ela era a princesa tão esperada. Seus pais, orgulhosos, cobriam-na de elogios e afagos. Chamaram todos os magos, fadas e pastores evangélicos do reino para abençoar a filha. Vieram e abençoaram. É claro que o rei não convidou a bruxa má que vivia na floresta negra. Problemas ideológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os corvos, algozes da bruxa, aprontaram-se e procuraram na linda princesinha algum ponto vulnerável. Descobriram que havia um único lugar desprotegido: o dedo médio da mão esquerda. - Mais que suficiente! - gritou a bruxa. E pôs-se a entoar cânticos de mal agouro. "O dedo irá crescer, crescer e crescer!!! - berrava a bruxa enquanto soltava aquelas risadas já conhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito e certo. O dedo de Risoflora (nome da garotinha) crescia vulgarmente. Mal podia calçar as lindas luvinhas de renda, não podia tocar piano. A princesa entristecia. Seu pai andava preocupado. Não sabia o que fazer... (continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-8408762276281982353?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/8408762276281982353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=8408762276281982353' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/8408762276281982353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/8408762276281982353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/12/meu-dedo-no-grosso.html' title='MEU DEDO NÃO É GROSSO'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-7924812131216262579</id><published>2007-12-01T15:10:00.000-08:00</published><updated>2007-12-01T15:11:02.490-08:00</updated><title type='text'>OS HOMENS TÊM EGO FRÁGIL, É PRECISO SABER FALAR COM ELES PARA SE TER AS COISAS</title><content type='html'>É como manusear um cristal. De verdade, mesmo, eu nunca vi um cristal, mas aquela conversa poderia ser envolvida nesta fábula. O menino, desconcertado, segura aquele cristal (que todos julgam ser vidro). Ele sabe que não é vidro. Ele percebeu, pelo olhar, que não se trata de um “vrido”. Muito brilho, delicadeza e luz. Não havia de ser vidro e ele provou na prática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal se lembrava de como tudo havia chegado àquele ponto onde ele segurava aquela linda peça de cristal com apenas uma mão. Ela é tão grande e as palavras não suportam sua capacidade, as palavras lhe faltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe coisa mais deselegante que amar? Ou não amar? As escolhas, decisões e palavras. As piores palavras são as não ditas. Essas doem mais. E o menino foi sincero. Sabia (e sabe!) que não pode cuidar de tão preciosa e rara escultura, que não foi feito para suportar e digerir tamanha responsabilidade. Mesmo sendo esperto e corajoso – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;condição confirmada quando surrupiou sozinho 13 (TREZE) goiabas do quintal de seu Neco &lt;/span&gt;– ele tinha  profundo conhecimento de suas limitações. Isso deveria estar claro. Respirou fundo. Cobriu com palavras doces e olhos nos olhos e guardou tranquilamente no coração. Não se quebrou o cristal, quebrou o que unia. Como sempre, como sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-7924812131216262579?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/7924812131216262579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=7924812131216262579' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/7924812131216262579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/7924812131216262579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/12/os-homens-tm-ego-frgil-preciso-saber.html' title='OS HOMENS TÊM EGO FRÁGIL, É PRECISO SABER FALAR COM ELES PARA SE TER AS COISAS'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-4371531660488122151</id><published>2007-11-17T11:09:00.000-08:00</published><updated>2007-11-17T11:31:04.844-08:00</updated><title type='text'>PEQUENO NOVO ROTEIRO DE UMA HISTÓRIA ANTIGA QUE COMEÇOU TEM DUAS SEMANAS</title><content type='html'>Todo mundo tem uma história como esta. O mocinho, a mocinha. A situação, os beijos e os poemas. O impedimento (namoro ou não), a fuga, a briga. O tempo sem se ver... a saudade incubada e discretamente segredada em algum ponto distante do armário. O reencontro e a reconquista. Novo erro, as brigas e o afastamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HÁ MALES QUE, DEFINITIVAMENTE, VÊM PARA O BEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu sempre digo: Tá ruim, nego? A situação está complicada? Não se preocupe. Se você tem um problema e ele tem solução fique despreocupado. Afinal, ele tem solução. Agora, se você tem um problema sem solução, aí sim você deve... se despreocupar. Não tem solução, ora bolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, uma conversa no msn resolve tudo. Uma conversa puxada sem querer. A gente olha e lá está "Num sei quem entrou". Ora, se entrou nós dizemos "Como vai, fique à vontade". Ela ficou tão à vontade que hoje mora aqui. Falávamos sobre mães doentes e logo marcamos aquele anti-depressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só deus, nas histórias mais escabrosas da bíblia, teria maior imaginação para tirar do nada o mundo. Assim se sucedeu. Do nada: uma conversa e um beijo. Tudo de volta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE TEMOS A PERDER??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, porque milhares de pessoas cultuam o CARPE DIEM mas se preocupam loucamente com a semana que vem? Com certeza você já deve ter dito pra si mesm@ várias vezes: Viverei o hoje e pronto! Geralmente essa expressão é o resultado de planos amorosos que encalham ou simplesmente naufragam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha uma opção: ser feliz. Agarrei, oras. Daquele jeito que descrevem nos livros de conquista: "Você deve suavemente colocar a mão na nuca da amante e com os dedos agarrar com vigor os cabelos trazendo pra si o corpo feminino. Com o outro braço, envolva o quadril dela até que sua mão se poste em cima do bumbum. Traga-a pra si. Ela estará completamente invunerável. Olhe-a fixamente! Quando ela menos esperar, rasgue um beijo dilacerante."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha duas opções: ser feliz ou simplesmente viver. Titubeou o bastante até perceber que poderia (quem sabe) perder-me. Depois disso, não perdeu tempo e me ligou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAS, ME DIGAM: QUAL O PRAZO DE DURAÇÃO DE UM RELACIONAMENTO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-4371531660488122151?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/4371531660488122151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=4371531660488122151' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/4371531660488122151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/4371531660488122151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/11/pequeno-novo-roteiro-de-uma-histria.html' title='PEQUENO NOVO ROTEIRO DE UMA HISTÓRIA ANTIGA QUE COMEÇOU TEM DUAS SEMANAS'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-8765982677272276513</id><published>2007-11-14T03:49:00.000-08:00</published><updated>2007-11-14T03:50:01.034-08:00</updated><title type='text'>MINHA M]ÃE É DO BOPE</title><content type='html'>Silêncio. O sol invade sorrateiro as frestas da janela. Aquele cheirinho de manhã. Café, creme&amp;craque e manteiga. A penumbra e a preguiça. Ah, a preguiça. De repente, como que de repente, realmente sem esperar a porta se abre num rompante de fúria. De fora se ouve uma voz estridente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – Que horas o senhor pretende acordar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única forma de se manter alheio à pergunta desconcertante é usando a arma que se tem à mão: o lençol. Cobrindo o rosto, a tentativa inútil de sufocar o grito cai por terra quando uma mão desfaz a cobertura salvadora e declara com dedo em riste apontando para o rosto ainda adormecido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – O senhor é um fanfarrão! Vamos, o senhor tem 10 segundos para estar de pé! (essa última frase gritada bem próxima ao tímpano de forma bem articulada).” V-A-M-O-S, O S-E-N-H-O-R T-E-M D-E-Z S-E-G-U-N-D-O-S...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono e o grito entorpecem o corpo ainda inerte. A confusão entre sonho e realidade é absurda. O pesadelo é real e o sonho se desfigura com o maldito sol que entra safado pelos buraquinhos na janela. Enfim, de pé. A vistoria é feita. Cabelo, barba, olhos, dentes e roupas. Depois de passar a tropa (eu!) em revista, é cronometrado o café. Aquele insosso creme&amp;craque com café preto. A cara de desprezo pelo manjar. A vontade contida de correr para os braços de tão jovem cama. Aquele cheiro desprezível de manhã, aquele nojo de café e creme&amp;craque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – Tá com nojinho, Marcus? Tá com nojinho, Marcus? Apois tu vai comer é nada! Adiante que o carro de 6:15 (SEIS e QUINZE!) já passou!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos chutes e berros sou atirado na rua com um dedo apontando a esquina. É o carro de 6:30 (SEIS E MEIA DA MANHÃ!!!) que passa e eu tenho que correr. Antes de chegar à condução ainda permito uma última ofensa que insisti em chegar aos meus ouvidos, mesmo com a distância: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – Mas é um vagabundo mesmo!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-8765982677272276513?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/8765982677272276513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=8765982677272276513' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/8765982677272276513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/8765982677272276513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/11/minha-me-do-bope.html' title='MINHA M]ÃE É DO BOPE'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-2768145525889233416</id><published>2007-11-04T19:09:00.000-08:00</published><updated>2007-11-05T07:18:41.088-08:00</updated><title type='text'>A DETERMINAÇÃO DE ALGO QUE NÃO SE SABE AO CERTO ONDE VAI DAR, MAS QUE VAI DAR NO LUGAR CERTO</title><content type='html'>Fico me perguntando se um passarinho (pequenininho) – quando se atira do tranqüilo ninho no galho mais alto buscando voar – é idiota ou ousado. O passarinho é criado para sempre esperar o momento certo. Esse momento é definido única e exclusivamente pelos seus pais – sábios – que irão lhe dizer quando alçar o seu primeiro vôo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim era com Tico. Ele era o mais novo passarinho daquela ninhada de pequenos joãos-de-barro. Desde pequenininho ele era alimentado e esquentado pelos seus pais. Tico via os passarinhos voando e sonhava: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – Um dia irei voar com minhas próprias asas, eles vão ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tico cresceu. E como todo joão-de-barro que se preze oficiou-se como pedreiro. Aprendeu com gosto o trabalho do pai. Construiu sua casa e a de vários pássaros da região. Só que Tico era diferente. Na verdade, Tico era estranho. Ele se preocupava demais com os detalhes e vivia “inventando moda”. Os pica-paus gracejavam: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – Lá vai o Tico. Uma flor de passarinho! E caiam na gargalhada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai de Tico ficou preocupado. Percebia que, apesar de ter aprendido o ofício de pedreiro (inerente à sua natureza) seu filho mostrava outras habilidades. O problema é que a vizinhança tava falando e a mulher – mãe de Tico – a todo o momento falava: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – Esse menino não tem jeito. Só quer fazer o que dá na telha. É melhor pensar bem antes que ele faça alguma besteira com seu futuro (o dele)!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, num dia aparentemente como qualquer outro, Tico apareceu em casa e disse de forma prática e sincera, sem titubear e com voz de pássaro: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – Cansei desse emprego, quero coisa nova!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai de Tico, tadinho, quase morre. As penas afrouxaram e ele bateu com o bico na mesa. A mãe tratou logo de atirar meio quilo de “porquês” aquilo era uma birutice, um despaltério, uma loucura. Provou por a + b que ele tinha mais é que se aprofundar nos exames de pedreiro, que o título de pedreiro era a coisa mais importante e blá blá blá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tico ouviu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito falatório o pequeno passarinho olhou os pais bem no fundo dos olhos. Deu meia volta e vislumbrou a porta da toca. Deu alguns passos e viu o abismo entre as folhas. Ele nunca havia pulado. Sempre andou pelos galhos. Olhou pra baixo, depois olhou pra cima – pras nuvens. Deu um suspiro e pulou. Ele era livre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;a filipe&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-2768145525889233416?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/2768145525889233416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=2768145525889233416' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/2768145525889233416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/2768145525889233416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/11/determinao-de-algo-que-no-se-sabe-ao.html' title='A DETERMINAÇÃO DE ALGO QUE NÃO SE SABE AO CERTO ONDE VAI DAR, MAS QUE VAI DAR NO LUGAR CERTO'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-2006338702557092381</id><published>2007-10-30T09:41:00.001-07:00</published><updated>2007-10-30T09:41:51.164-07:00</updated><title type='text'>CARMA: DESCULPA PRA AUSÊNCIA DE SIGNIFICADOS</title><content type='html'>- Entro dez, vou lanchar duas e saio seis. Decorou? &lt;br /&gt;- Decorei, mas da próxima vez não atenda ao telefone. Só quero que você veja, bem depois, que eu te liguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito, muito tempo atrás uma menina. Não fedia e nem cheirava, era namorada de um cabra qualquer. E como esse namoro durou. Logicamente, não existia nos meus sonhos por mais ousados que fossem. Ela era apenas a namoradinha bonita de um cabra. Passamos semanas que se traduziam em anos sem ouvir a mesma música. Ela não existia e nem eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu chorei por você e escrevi em diário o que sentia. Você nunca vai saber o que escrevi. Eu não me importo mais. Não quero saber o que você tem a me dizer. Não quis naquela época e quer agora: que se foda! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forró. Tinha que ser num forró. No meio de um forró, dançamos. E como ela dança bem. Conversa vai, conversa bem. Marcamos. Que nada de Romário e Bebeto, Pelé e Garrincha ou Ronaldinho e Robinho. Entrosamento era conosco. Na cama e fora dela também. Descobri na prática o que depois li em algum lugar: alcançar o Nirvana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vidas. Conheci muitas vidas e ela lá. Víamos-nos de vez em nunca e sempre que voltávamos a falar parecia que nada havia acontecido. A capacidade fascinante que ela tem de ser simpática em qualquer momento facilitava as coisas. Minha tia caiu de amores. Pensando bem – quando ela acorda o humor é péssimo. O mais importante é que nossa história é mais complicada que os desígnios divinos. É como um carma. Eu sou o carma de muitas ex-namoradas, mas nunca fui o carma de uma pessoa que nunca namorei. Digo carma porque invariavelmente estamos juntos. A atração física ajuda, mas tem alguma coisa que ainda não consegui decifrar fazendo com que nossas vidas sempre se cruzem. Parece que antigamente o que unia era o incrível entrelaçar dos corpos, o desejo e a descoberta. Isso unia e ainda tinha o sentimento de paixão unilateral, aparentemente. Agora, o que une é a companhia. A conversa é gostosa assim como o sexo. Isso é um dado novo. A gente se falava muito, mas agora conversamos mais sem fazer tanto amor. Conversamos antes, entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei que você gosta dele, mas vocês não dariam certo. Se ao menos a mãe dele gostasse de você. Ele é meio louquinho, né? Com aquela mania de querer mudar o mundo... ele não trabalha não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela última vez nos encontramos e fizemos amor. A última vez até a próxima. Mas, agora, existe algo novo. Pela primeira vez depois de muito tempo confessaram: - “eu queria que a gente desse certo”. A briga desleal que se passa dentro do corpo. A libido mordendo o pensamento. O pensamento dando tapas no coração que desacordado sonha comigo. Confusão da desgraça e a esperança que tudo acabe bem – juntinhos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se você quiser alguém pra ser só seu é só não se esquecer: estarei aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-2006338702557092381?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/2006338702557092381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=2006338702557092381' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/2006338702557092381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/2006338702557092381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/10/carma-desculpa-pra-ausncia-de.html' title='CARMA: DESCULPA PRA AUSÊNCIA DE SIGNIFICADOS'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-6782861221423517266</id><published>2007-10-30T09:40:00.000-07:00</published><updated>2007-10-30T09:41:21.119-07:00</updated><title type='text'>A VIDA TEM TOMADO MUITO O MEU TEMPO</title><content type='html'>O medo nada mais é do que ausência de conhecimento. Já dizia meu professor. Ele diz muitas coisas, mas suas palavras não conseguem chegar até mim. Morrem como bolhas de sabão bem pertinho da minha orelha. Só algumas conseguem passar como essa máxima acadêmica. “O medo nada mais é do que...”. Eu incluiria o escuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tem que saber das coisas pra poder andar na cidade e o melhor lugar para se aprender é na escola. Pra mim, a escola sempre foi o lugar onde aprendemos palavrão. Pelo menos se for numa escola pública. Tive pensando esses dias como seria minha vida caso não tivesse estudado tanto tempo numa escola pública e meu pai tivesse me dado um carro quando fizesse 18 anos. Eu estaria casando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bobagens da faculdade ocupam toda a minha manhã. Não sei onde conseguem arrumar tanta asneira pra preencher os cinco horários. Sempre fico pensando se tudo aquilo o que eles falam acontece de verdade.  Fala-se muito em comunidade, em desenvolvimento sustentável... blá blá blá. Na minha cabeça quando se fala em comunidade eu só penso em índio, favela ou mulheres lavando roupa num rio. A não ser que eu meu pique pro Amazonas ou descambe pro Rio de Janeiro tão cedo verei essa comunidade que eu tenho que ajudar a desenvolver. Emprego e renda. Eu até tenho um emprego, mas a renda é só de mês em mês e todo mês eu estou quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto da hora do almoço, ou melhor, bem na hora do almoço eu tenho que estar no local predeterminado pelo meu explorador para que ele possa usar a minha única força de trabalho o máximo de tempo possível. Meio dia – emprego. Até seis horas eu não existo. Sou um “colaborador”. Eu não queria colaborar tanto assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De noite. Ah, de noite só da vontade de dormir porque amanhã tem aula e mais asneiras pra comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior é que eu não sei ainda o que vou ser quando crescer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-6782861221423517266?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/6782861221423517266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=6782861221423517266' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/6782861221423517266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/6782861221423517266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/10/vida-tem-tomado-muito-o-meu-tempo.html' title='A VIDA TEM TOMADO MUITO O MEU TEMPO'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-7468073288399117045</id><published>2007-10-22T18:07:00.000-07:00</published><updated>2007-10-22T18:10:18.274-07:00</updated><title type='text'>COMO NÂO ORGANIZAR UM MENAGE A TROIS</title><content type='html'>Entusiasmado com o sexo, Florentino Ariza desenvolveu um mote simples:“O mundo está dividido entre os que trepam e os que não trepam”.&lt;br /&gt;Os que trepavam “eram uma loja maçônica hermética, cujos sócios se reconheciam entre si no mundo inteiro, sem necessidade de um idioma comum”, devaneia Gabriel García Márquez, continuando o que pensa esse seu personagem de O Amor nos Tempos do Cólera.&lt;br /&gt;Também entusiasmado, afiei o mote de Ariza: “Os homens estão divididos entre os que já fizeram ou não fizeram um ménage à trois com duas mulheres”. Mas eu estava entusiasmado porque jurei que passaria de um lado pro outro na minha própria classificação. E não passei. Apenas quase, muitas vezes quase: já estive até dentro de uma banheira com duas, só que nunca concluí a empreitada. Talvez somente Vanderlei Cordeiro de Lima, quando teve seu evidente ouro esfarelado pelo padre irlandês que invadiu a pista no final da maratona na Olimpíada de Atenas, viveu frustração gêmea.&lt;br /&gt;Se o seu plano inclui a gata oficial, faça estudos prévios do terreno pantanoso que é verbalizar safadezas assim. Esperei a hora certa e propus, pra uma namorada da década de 90, incluirmos a prima dela na nossa cama. Ela prometeu que tentaríamos. Aquele se tornou o tema recorrente dos nossos sexos. Acho que a prima dela fez mais sexo na nossa imaginação do que na vida real, até hoje. Uma noite deitamos os três em colchões espalhados num quarto. Estava dada a largada? É claro que não, minha namorada sussurrava, me arrancando alguns pêlos do braço. Mas depois fez sexo comigo ali mesmo, pra mostrar que não estava ressentida. Cochichando, pra variar, algumas coisas sobre a prima.&lt;br /&gt;Sou ativista político, escrevo poesia, sou (?) ator e tenho olhos cativantes. Trabalhei numa empresa em que tinha 14 empregadas e 2 empregados. Assim, a questão do ménage à trois era uma questão de tempo. Até que, em 2000, fiquei com quatro ao mesmo tempo em Itabi. Tudo bem, se fosse numa quermesse no Santa Tereza é que seria absurdo. Mas quatro, meu amigo?&lt;br /&gt;Eu conhecia uma delas, e as restantes eram amigas dessa. Descobri depois, já estava tudo combinado. Fui apenas vítima de um golpe que acontece infalivelmente, a cada dois ou três séculos naquele interior. Hospedadas no único hotel da cidade, elas saíram de casa determinadas a compartilhar alguém, a partir do que fui o fantoche desse descaso lúdico. Enfim, me dei bem pra cacete.&lt;br /&gt;Uma gritava “fecha!”, e todas me beijavam onde havia espaço. Os bebos me hostilizavam. Mas uma hora depois, uma delas beijou outro cara. Outra também, e pra evitar a continuação da pilhagem fui a um beco com a metade que me restava. Nada que lembrasse as cenas estilizadas do Sexytime: um terreno baldio com alguns sacos de lixo e um Chevette. Me apoiei no Chevette e senti uma língua em cada orelha. Duas mãos abriram o meu zíper, e a libertina itabiense de setembro entrava indelevelmente no meu “the best of” luxurioso.&lt;br /&gt;Maconha. Umas dez pessoas no começo da rua seguiam na nossa direção pra fazer do beco um festival canábico. Interrompemos tudo. Nenhum dos três (as duas também eram de Aracaju) sabia onde havia um motel em Itabi, e não tínhamos muito dinheiro, e as duas nem faziam questão de concretizar o bundalelê: já tinham perdido a curiosidade com um mazanza que dividiram, que “não deu conta”.&lt;br /&gt;MAIS UMA TENTATIVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira tentativa substanciosa foi quando entrei no curso de turismo. Fiquei, numa festa, com uma veterana que ganhou, por uma vantagem deselegante sobre a segunda colocada, o prêmio de mais safada do curso. Uma serpentina deixava vazar chope de graça. Um coro berrava “ninguém é de ninguém”.&lt;br /&gt;Fomos lá pra casa. Uma ninfomaníaca. Fazíamos planos o tempo todo sobre o ménage à trois, como um casal combinando a compra da casa. Cogitamos chamar uma profissional. Até abrimos os classificados, mas esbarramos no bom senso: como eu, ela era da crença de que uma sacanagem com profissionais é uma paródia da verdadeira safadeza. Convidei então uma atriz com quem eu saía às vezes. Não quis. Desencanada, sim, mas peralá. Até que um dia mudou de idéia: mostrei uma foto da estudante de hotelaria – sem blusa. “Por que não mostrou antes?”, disse.&lt;br /&gt;“Ah, convenceu a menina do teatro? Legal, mas sabe o que é? Conheci um cara. Tô apaixonada. Não vejo mais sentido em fazer essas coisas. Não dá. Nem consigo”, disse a outra.&lt;br /&gt;Só voltei a querer me engalfinhar a três porque outra atriz (sempre elas) com quem saí disse que queria perder sua virgindade na sem-vergonhice tripla. Saquei do baralho uma dama devassa: 25 anos, divorciada, siliconada, virgem de pegações desse naipe, mas com um apego pelo experimentalismo que só. Numa noite resolvi colocar tudo em prática. Amigo meu diz que o chope é o cimento da sociabilidade. Comprei logo uma garrafa de Bacardi Lemon e uma de Martini e várias latas de cerveja. Fomos até a Poyesis (num sei como se escreve, tava muito bêbado) entornando os canecos. Chovia. O papo minguava. Até que elas descobriram um nome em comum, uma cantora tia de uma e amiga de outra. Sensacional.&lt;br /&gt;Fomos ao barzinho em que estava essa cantora. Ouvimos o show enxugando caipirinhas e, se quem perde o telhado ganha as estrelas, eu logo compensaria umas botinadas amorosas que vinha levando de uma universitária. Na rodovia que leva às praias do norte e a uma série de motéis, elas se beijaram. Até conseguir um motel com bons quartos por bons preços, a divorciada já havia secado o Bacardi Lemon. Liguei a banheira, pulei dentro. A atriz também. A divorciada foi ao banheiro.&lt;br /&gt;Passou mal.&lt;br /&gt;Pedi ajuda pra outra. Que não ajudou porque estava se deliciando com os jatos da hidromassagem. As duas chegaram no auge do que faziam praticamente ao mesmo tempo. Comigo no meio.&lt;br /&gt;Ah, Florentino Ariza também nunca chegou lá. Guardou,“em uns 25 cadernos 622 registros de amores continuados, à parte as aventuras fugazes que não mereceram uma nota de caridade que fosse”, mas nunca se ensabonetou com duas. Seu objetivo era Firmina Daza, por quem esperou mais de 50 anos. De qualquer maneira, não fez o ménage à trois. Nem mesmo viu umas lambiscadas pré-motel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-7468073288399117045?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/7468073288399117045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=7468073288399117045' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/7468073288399117045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/7468073288399117045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/10/como-no-organizar-um-menage-trois.html' title='COMO NÂO ORGANIZAR UM MENAGE A TROIS'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-7844763190853512151</id><published>2007-10-10T05:29:00.000-07:00</published><updated>2007-10-10T05:33:35.289-07:00</updated><title type='text'>VOCÊ TEM QUE SER O SOL</title><content type='html'>COMO VIVER SOZINHO E QUERER FUGIR DE CASA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa como de costume. A manhã com galos enlouquecidos vibrando: “olha o gás, olha o gás”. Acordo e não consigo ver o gás. O cabrunco do gás passou e eu nem vi. Também, já passa do horário marcado preu estar de pé e arrumado. Como sempre. Quando se mora sozinho é interessante ter sempre arrumado tudo o que vai usar no dia seguinte, um dia antes. O problema é que quem mora só, geralmente (e bota geralmente nisso) trabalha pelo dia e à noite – nossa – à noite a vontade mais urgente é a de se entregar aos braços de Morpheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é domingo. Um anjo da terra do maracatu me visitou mais cedo e aliviou uma das minhas dores. É engraçado. Começo a suspeitar que as amizades não nascem, amadurecem. Sinto-me estranho por escrever isto logo depois de ter recebido imenso favor. Seja lá o que for que te fizerem, agradeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ligação mais esperada do dia ou da noite, não aconteceu. Talvez por pirraça ou por qualquer outro motivo ela não aconteceu. E como nossas vidas são uma completa passada de acontecimentos, tem gente que deixa de acontecer pra que outras apareçam. Talvez. Talvez as escolhas que façamos só estejam pré-determinadas quando deixamos que isso aconteça. Aconteça o que acontecer eu não me sinto tão destruído como antes. Como quando as pessoas deixavam de acontecer. E nada mais faz sentido quando se macula o local, o dia e o show esperado há dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMOR PARA QUÊ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes eu tinha uma leve impressão. Agora é certeza: eu não sirvo pro amor exatamente porque não sei o que fazer com ele. Desperta-lo é até fácil, o problema é regá-lo tanto tempo. Eu até tento, nossa como eu tento. O mundo e Rita sabem o quanto eu me entrego e quanto eu tento regar aquilo que sinto. O problema é que invariavelmente (variável essa que está se tornando constante) eu o deixo passar em virtude de um desmando ou outro aliado a uma insensibilidade descaracterística (?) da minha personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente, de uma noite pra outra todo um sentimento se desmorona. Isso é possível? Claro que sim, desde que este sentimento ou nunca tenha existido ou tivesse sendo pouco a pouco apertado, comprimido dentro do peito. Inventar amor é foda. Mas eu não invento o que sinto. A necessidade de estar perto, o desejo conciliado com aquele carinho e a preocupação não são forjados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa é que num prazo pequeníssimo de três milhões de dias todo um sentimento raro – desses que não se acham por aí – amor batuta mesmo foi se desmilinguindo. Sem sinal, como chamadas perdidas e telefones que não atendem. Até que no dia, naquele dia, naquela noite e naquele local tão esperado, tão desejado, sonhado e perfeitamente arquitetado para que se tornasse único e página substancial de uma história começada sem início não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior, aconteceu. Só que o que aconteceu estava fora de foco e concordando com palavras realmente houve uma lancinante e estreita visão de consideração pelo ser amado ao se entregar a um beijo justamente naquele local, naquela noite, naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MINHA HERANÇA É UMA FLOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desses dias que se passam aqui longe de tudo, no extremo dos pólos se tiram algumas lições. A solidão de não haver ninguém perto mostra a clareza da televisão. Solidão é quando se perde de si mesmo e eu estou aqui. O sentimento pouco a pouco negligenciado dia após dia alicerçou o que hoje é somente uma lembrança. O fato de não estar só durante a semana implica no não reconhecimento da dor incubada de mais um fim. Mas como pode ter sido fim se não houve um início? Uma porra! É claro que houve início. Seja lá qual nome você prefira rotular o que se passava conosco ele começou e teve um fim (?). E porque acabou se o teu cheiro não se tornou esporadicamente nocivo a mim? Não se tornou ruim porque você não estava lá. E se eu não soube respeitar os ponteiros é porque eu não sabia da necessidade desse respeito já que tínhamos acertado a conversa, tínhamos mesmo acertado a conversa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa não é a de reconhecer nem de se desculpar. Desculpas? Só praquilo. Pelo espaço... O que deixo é uma flor, uma linda flor macia e de pétalas verdes. Uma flor que por um bom tempo reguei, mostrei o sol, dei e tomei a vida. Dessa flor fico com o perfume bom que não se usava, a lembrança dos sonhos plantados e nunca colhidos e uma leve desesperança de vê-la novamente com aqueles olhos verdes de pétalas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-7844763190853512151?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/7844763190853512151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=7844763190853512151' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/7844763190853512151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/7844763190853512151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/10/voc-tem-que-ser-o-sol.html' title='VOCÊ TEM QUE SER O SOL'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-3862837093881297463</id><published>2007-09-17T07:56:00.000-07:00</published><updated>2007-09-17T07:59:06.935-07:00</updated><title type='text'>CHUVA, HOSPITAL E MUITAS DORES.</title><content type='html'>Geralmente quando escrevo deixo o título por último. Faço assim porque só sei que nome dar ao que escrevo depois que leio. Preciso primeiro criar o filho pra depois batiza-lo. Não há como vir com o nome pré-pronto, não dá pra conferir no mapa astral que nome ficaria melhor ou qual insígnia soaria melhor nos olhos de quem lê. Esse é diferente. Comecei pelo título porque é a partir destas três expressões que desenrolarei o que se passa nos últimos dias. Dias de chuva, hospitais e dores – muitas dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E A DOR NÃO PASSA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa quando os primeiros fios de sol começam a ser entrelaçados formando a grande teia que é a manhã. Gritos de dor vindos do quarto ao lado. Gritos de dor. Corre, chama o vizinho. Corre, aplica injeção. O sentimento de impotência impregnado em cada poro da minha pele se complicava no desejo de resolver tudo. Como sempre, do meu jeito. Primeiro hospital. Dor. Injeções e sua mãe dizendo aos prantos que não quer ficar paralítica. Isso não vai acontecer. A dor está em toda parte vindo de todo lugar e de todas as pessoas. As dores se transformam em ferimento que causam mais dor. As dores nem sempre estão à mostra. Às vezes elas se escondem na forma de falar, de olhar. A profilaxia tem início logo cedo na busca pelas causas da dor. Muitos diagnósticos. Muitas suposições e nenhuma solução a não ser a medicantosa. O sono não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que existe uma relação profunda entre solidariedade e doença. Não existe aquele que não se compadeça com a dor alheia, salvo as exceções de sempre. A vontade de ajudar mesmo sem ter a menor idéia do que fazer. A condição humana de sobreviver e se preocupar com quem está no leito ao lado. É triste observar que é preciso estar numa situação extremamente desagradável para se ter compaixão por outra pessoa. O hospital é na sua essência um local de compaixão e desgraça. O lugar deixa qualquer um doente enquanto trata os doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHUVA É O CÉU CHORANDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quatro dias e pouco sem dormir nem descansar, com o corpo pedindo arrêgo em meio a tanta cobrança e preocupação não há como segurar. Chorei uma chuva de lágrimas logo após o desmaio. A postura firme e forte se esvaindo em meio à escuridão que se apossa da vista. A necessidade de se manter de pé, de não titubear e de provar pra si mesmo que a vida é difícil, mas é isso que a faz tão interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cartas não trazem poemas. As cartas mostram números que devem ser traduzidos em papéis para serem entregues até uma data específica. Isso se chama crescer: suas cartas são contas. O cabelo por cortar, a barba por fazer, as contas por pagar, o sexo sem fazer e o trabalho pra arrumar em tempo hábil. Junte tudo isso e você terá um quadro mais ou menos claro do que se passa por aqui. Reclamar? Oras, não há tempo para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TODA DOR VEM DO DESEJO DE NÃO SENTIR DOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como essa frase tem sentido. Invariavelmente é possível enquadrar todo sentimento ruim nesta máxima budista. Eu não quero me preocupar, eu não quero passar mal e eu não quero que minha mãe sinta dor. E a dor vem. Quieta e exata como cobra. A dor está presente agora em minha vida na forma de contas, náuseas e preocupações. Agora escrevo sozinho na minha casa tão distante de tudo. Chove muito lá fora e a dor é solidão. Não sei se é solidão porque esse é um termo muito caro que deve ser utilizado somente em situações nada especiais. Tristeza boba aliada à vontade de duas doses de carinho e chamego. Pronto. Esse é o diagnóstico mais fidedigno. Por isso resolvi escrever e sei que enquanto escrevo a dor passa. A dor vai se perdendo em cada linha, cada palavra, cada vírgula e termina nesse ponto. Ao menos essa noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-3862837093881297463?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/3862837093881297463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=3862837093881297463' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/3862837093881297463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/3862837093881297463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/09/chuva-hospital-e-muitas-dores.html' title='CHUVA, HOSPITAL E MUITAS DORES.'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-8414811445799962962</id><published>2007-09-07T07:54:00.000-07:00</published><updated>2007-09-07T08:05:03.279-07:00</updated><title type='text'>TREPAI-VOS, IRMÃOS</title><content type='html'>UM TRATADO SERIÍSSIMO POR UM MUNDO MELHOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci com a minha mãe dizendo que homem que só pensa em sexo não é&lt;br /&gt;coisa boa. Tantos livros para ler, tantas contas para pagar, tanta tristeza e violência no mundo, tanta coisa séria para pensar... Sinto muito, mamãe. Mas acho que vou te decepcionar. Sabe, fiz uma recapitulação da minha vida e descobri que, apesar de tudo, não passei um segundo da minha existência pensando em outra coisa.&lt;br /&gt;Eu nunca comecei cursos ou empregos novos verdadeiramente motivada pelos desafios de uma carreira ou de salários melhores. O que sempre me impulsionou era a pergunta: aqui tem um bom número de mulheres que eu comeria? Não? Então, não quero.&lt;br /&gt;Não que eu fosse pra cama com todas. No final das contas, apesar de eu adorar a minha personagem que vende o oposto, acabo não trepando com tanta gente assim. Mas não há nada melhor do que estar em um ambiente onde isso poderia acontecer. E que atire a primeira pedra o ser humano que não pensa assim. Juro que não é promiscuidade,é apenas a natureza. Sexo é a melhor coisa da vida e ponto final. Quando acabam as chances de ele acontecer, partimos para outros ares.&lt;br /&gt;Os homens compram carros maiores; as mulheres, peitos maiores. Eu mudo de emprego ou turminha de amigos. Mas a verdade é que estamos todos pensando em sexo. Até um filme interessante é ainda mais interessante quando alguém quer transar com você porque você achou o filme interessante.&lt;br /&gt;Existe fazer a mala feliz se você não tiver ao menos uma esperançazinha de fazer sexo no lugar para onde está indo? Sejamos sinceros. Claro, sou homem e na maioria das vezes, apesar de eu me odiar por isso, me apaixono. E sempre imagino a desejada da vez engravidada por mim vestida de jardineira jeans e blusinha. Sou bobinho. Mas que, apesar de tudo isso, eu gosto de trepar e só penso nisso, ah, isso é verdade.&lt;br /&gt;ZEN-VERGONHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo ser sério. Certa vez um grupo de amigos me perguntou se eu gostaria de ajuda-los fazendo propaganda sem fins lucrativos para algumas ONGs. Num primeiro momento, pensei: trabalhar de graça e ainda por cima pra ONG, nem a pau. Depois, fui na primeira reunião e constatei: bom, das sete meninas que estão no projeto, eu comeria quatro!Topei na hora e nunca fui tão engajado. Teve outra vez também que estava lutando por um emprego de chargista em dois jornais. Escolhi a que ia me pagar muito menos, mas tinha a editora-chefa mais gostosa. Claro! Dinheiro é bom, mas sem sexo não vale de nada. E sorte de quem tem uma boa vida sexual associada a um amor verdadeiro. &lt;br /&gt;Essa soma sim é a verdadeira busca da vida. Que Caminho de Santiago que nada. Que meditar em cima de uma montanha que nada. Já viu alguém que está superfeliz no amor e trepando horrores sumir para encontrar seu verdadeiro eu? Isso é coisa de quem tá na seca ou acabou de levar um pé na bunda. Entre um belo corpo nu e um tronco, só um babaca vai preferir trocar energias com a árvore. No último retiro espiritual em que me meti, só não morri porque pegava o canal Playboy na televisão do quarto.&lt;br /&gt;Mas sabe, mãe. Eu não acho que meu prazer seja tão egoísta quanto você pensa. Eu lembro que uma vez estava caminhando na praia e vi uma bolinha de frescobol atingir uma gordinha mal-humorada. Ela esbravejou. Ameaçou bater no moleque. Tocou o terror. E o pai do garotinho, que estava jogando frescobol com ele, apenas gritou: “A senhora não goza, não?” Adorei aquilo.&lt;br /&gt;Acho que a violência nada mais é que o desejo sexual reprimido. Nada me tira da cabeça que, se todos transassem loucamente, o mundo seria infinitamente menos louco. ::&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-8414811445799962962?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/8414811445799962962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=8414811445799962962' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/8414811445799962962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/8414811445799962962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/09/trepai-vos-irmos.html' title='TREPAI-VOS, IRMÃOS'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-8595909247654261942</id><published>2007-07-24T16:14:00.000-07:00</published><updated>2007-07-24T16:15:13.421-07:00</updated><title type='text'>PERFEITO MEDÍOCRE</title><content type='html'>A receita para morrer sem ao menos viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tente ser o melhor. Tente reduzir o consumo de porcarias. Tente baixar o seu colesterol. Coma menos açúcar. Use seu melhor sorriso. Use seu tempo disponível. Todo ele, de preferência. Escolha uma carreira. Tente ser o melhor nela. Saiba, portanto, que seu esforço pode não ser o suficiente. Chegue sempre no horário, assim você estará mais propenso às oportunidades. Oportunidades se traduzem em dinheiro (este que parece ser o combustível por estas bandas). Tente ser realizado profissionalmente. Para isso esqueça o cara ao lado que não faz 10% do seu trabalho e ganha dez vezes mais do que você (esqueça também os salários dos jogadores de futebol). Aprenda outra língua. Aprenda quantas línguas puder. Aprenda a segurar a sua língua. Saiba ficar invisível. Fique assim sempre que sentir vontade de gritar com alguém. Ou até consigo mesmo. Aprenda a segurar as emoções. Principalmente em público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marketing é tudo. Tente vender-se da melhor maneira possível. Apare suas arestas. Exceções não são bem-vindas. Embora gostem de valorizar os extraordinários, somente na mediocridade se encontra a paz. Seja mediano. Seja medíocre. Guarde seus melhores pensamentos e idéias para você mesmo. Execute-os nos seus sonhos. Aproveite a vida. Aproveite a juventude. Conheça países distantes. Sonhe com Nova York. Roube e traga consigo as emoções falseadas dos musicais da Broadway, enquanto pensa em aviões e prédios. Sonhe com Londres. Imagine uma existência mais feliz por estar perante o Big Ben e uma realeza postiça. Sonhe com Paris. Lembre dos ideais da Revolução enquanto passeia na Dior, Hugo Boss ou Calvin Klein. “Liberté, Égalité, Fraternité”. Esqueça Níger. Esqueça São Paulo. Esqueça Bogotá. Esqueça o Hemisfério Sul. Por que ele ficaria ao Sul, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROCURE UM AMOR&lt;br /&gt;Tenha um credo. Acredite piamente em algo maior (deve haver algo maior). Facilita muito as coisas. Aprisione a sua criança interior. Mesmo quando esta insistir em escapar por uma gargalhada ou em uma manhã de sábado quando o brilho do sol tentar mascarar que as coisas não são tão ruins. Por fim, procure um amor. Achando, bom pra você. Não achando, bom pra você. Mesmo que ache, ainda assim seu fim poderá ser sozinho (e não há do que se envergonhar). Ouça boas músicas. Veja bons filmes. Até mesmo aqueles com o Jim Carrey se conseguir considerá-los bons filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenha-se aos prazos. Tudo neste mundo tem uma data de validade. Contas, trabalhos, amizades, amores e até mesmo você. E, quando seu prazo expirar, sua vida passará diante dos seus olhos. Seus erros, acertos, decisões, vacilos, balanços, tudo será exposto na eternidade de um segundo, como você sempre ouviu dizer que era, mas preferiu não acreditar por achar muito clichê. Quando isso acontecer, já não importará tudo que você fez na vida. Se foi um médico ou um monstro. Se foi branco ou negro. Se sua carteira vivia cheia ou se você vivia no vermelho. Todas as pessoas nesse breve longo instante se resumem a ínfimas criaturas vivendo em um universo em constante expansão. Petrificadas diante do desconhecido. Indefesas diante do juízo de suas próprias consciências. Atônitas com a ausência de resposta para uma pergunta desconcertante: “Você realmente viveu?” Aos que viveram, a eternidade. Estarão presos na memória de quem ainda está vivo, renascidos na simples menção de seu nome, presentes para sempre. Aos que não viveram, restará a ilogicidade de morrer sem mesmo viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desaparecerão no nada. ::&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-8595909247654261942?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/8595909247654261942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=8595909247654261942' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/8595909247654261942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/8595909247654261942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/07/perfeito-medocre.html' title='PERFEITO MEDÍOCRE'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-6296756545420021654</id><published>2007-07-24T16:09:00.001-07:00</published><updated>2007-07-24T16:11:01.656-07:00</updated><title type='text'>NO MEU IGLU OU NO SEU?</title><content type='html'>Desde quarta-feira de uma semana que passou o amor começou a me perseguir. Fica me mandando sinais. Às 11 e 47, recordo ter visto no relógio, retirei o elástico que prendia o maço de revistas deixado pelo carteiro; no que ele se desespichou, virou um coração sobre a mesinha da sala! Pouco depois, andava pela rua e reparei na mancha de óleo sob a traseira de um automóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em formato de... coração. Seria paranóia, alucinação, obsessão sentimental? Fiquei matutando a razão de o amor vir atrás de mim, já que sou eu normalmente a persegui-lo. De noite, a cama gelada deu o toque: é inverno. E não há estação em que o amor reclame tanto sua ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me venham com edredons de plumas de ganso: não existe cobertor nesse mundo que aqueça mais que outro alguém. O calor humano tudo supre. Mata a sede e a fome. Não se sente medo. Dorme-se placidamente o sono dos aquecidos. Entende-se por que para um mendigo bem-acompanhado mesmo um caixote de papelão pode ser leito perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEGELO À VISTA&lt;br /&gt;Até amor platônico é capaz de fornecer calor. Inventar amores impossíveis para ter gente aconchegada dentro do peito: quentinho amigo no estômago não é só chocolate quente que dá. Deitar ainda sozinho, é verdade, mas com a sensação de que o futuro, como a meteorologia, promete céu aberto, mínima de 25 graus e sem pancadas de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que a primavera é a estação do amor; discordo. Na primavera tudo são flores! Toda contemplação basta. Dias lindos de sol para percorrer por aí, sem necessidade de agasalho algum. Primavera é juventude, não é? Tempo bom para andar sozinho. Inverno é velhice – e quem, em sã consciência, pretende vivê-la a sós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outono é melancólico. Não penso no amor enquanto as folhas caem. O outono me desperta a memória das coisas que quero fazer antes que o inverno da vida chegue. Outono é época de planejar, e, claro, se vier amor junto, tanto melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor faz parte de qualquer projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primavera e o outono são estações mornas, na delas; passariam despercebidas se não fossem tão belas. O verão e o inverno, ao contrário, são estações exageradas, imprevisíveis, indiscretas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta intensidade incomoda: ou vocês já viram alguém reclamar da primavera?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar no verão também é gostoso, o calor convida a atividades ardentes e com pouca roupa... Mas duvido de alguém que escolha o verão para se apaixonar. Aliás, apaixonar até pode – amar de verdade, será? Amor de verão não sobe a serra! Legal do verão não é ter um, mas vários amores. Entrar de peito aberto nesse mundo quente, cheio de novidades e vazio de compromissos. Tempo de comer pouco e frio, carpaccio, salada e sushi; no inverno, ao contrário, boca grande, apetite de comida forte – vocês sabem, de fácil digestão o amor não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, melhor esquecer o verão, o outono e a primavera. É inverno lá fora e aqui dentro faz frio. Minha pele achou de precisar de outra, de querer se encantar por outra, de desejar se encaixar num envoltório de carne, sangue e músculos e ficar por ali. E eu é que não vou contrariar a pele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-6296756545420021654?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/6296756545420021654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=6296756545420021654' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/6296756545420021654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/6296756545420021654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/07/no-meu-iglu-ou-no-seu.html' title='NO MEU IGLU OU NO SEU?'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-1720820209972157606</id><published>2007-07-24T16:05:00.000-07:00</published><updated>2007-07-24T16:07:36.292-07:00</updated><title type='text'>SER HOMEM-OBJETO É BOM?</title><content type='html'>Túnel do tempo: estamos em 1949, na pré-estréia do filme Sansão e Dalila, dirigido por Cecil B. DeMille, com o bombado Victor Mature e a belíssima&lt;br /&gt;Hedy Lamarr como protagonistas. Após a exibição, o comediante Groucho Marx dá sua opinião arrasadora: “Só tem um problema, C.B. Não consigo me interessar por nenhum filme em que os peitos do ator principal sejam maiores que os da atriz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre Groucho, pobre Cecil e pobre de você, leitor: 58 anos se passaram e o que se vê nas telas hoje em dia? Os galãs em pé de igualdade com as estrelas como objeto de desejo da platéia. Vá ao cinema e verá tantos torsos masculinos quanto femininos. Abdomes tanquinhos competindo com barriguinhas curvilíneas. Traseiros musculosos disputando espaço com bumbuns redondinhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai dizer que não reparou? Então pense em todos os filmes do 007 que você já viu na vida. Inesquecível a imagem de Ursula Andress saindo da água de biquíni em O Satânico Dr. No, não é? Corta para o 007 mais recente, Casino Royale: a mesma cena de praia e, saindo da água, ninguém menos que Daniel Craig, o novo James Bond, saradão, gostosão, seminu – e peitudérrimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer você aceite ou não, a Bond Girl virou Bond Boy! O homem é hoje olhado com cobiça similar a de que foram alvo as mulheres desde o princípio dos tempos. Curioso é que muitos psicanalistas defendem que a mulher não possui desejo visual... Humpf. Vai dizer isso para as moças que babam diante de machos descamisados das novelas! Aliás, macho sem camisa em novelas? Pois é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PEDAÇOS DE FILÉ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apreciação de corpos masculinos desnudos, tão associada aos homossexuais na Grécia antiga ou em eras mais recentes, foi completamente absorvida pelas mulheres. Elas passaram a admirar o exterior do homem como nunca; a desejá-lo; a suspirar por ele. Melhor dizendo: a salivar por um corpo definido como se estivessem em cio permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa festa, encorajadas pelo álcool, tem umas que chegam a passar a mão nos caras no maior descaramento! E não se espante se no futuro vir mulheres de capacete, encarapitadas no andaime de alguma obra, enrubescendo os homens que passam com comentários do tipo: “Cair do céu machucou, meu anjo?” ou “Nossa, o que esse bombonzinho está fazendo fora da caixa???” E ainda: “Êêêê lá em casa!!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me intriga nisso tudo é descobrir se essa inversão de papéis desagrada ao homem da mesma maneira que desagrada às mulheres. Virar objeto sexual, um naco de carne que todo mundo quer morder... Nenhuma mulher gosta de se sentir assim – bom, não vou generalizar, mas não é exatamente confortável constatar que o que você fala ou pensa importa bem menos que seu corpinho. Eu, por enquanto, não ligo quando dizem que tenho um bundão... ruim seria se me chamassem só de bundão. Ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que os homens curtem se ver nessa posição? Ou chegará um tempo em que começarão a dizer também: “Elas não ligam para os meus sentimentos, só querem me comer!” Começará o homem a fazer forfait com as garotas, a exigir: “Quero que me reconheçam pelo que eu penso, não quero ser apenas mais um rostinho bonito!” Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respostas: Juro que irei prestar atenção direitinho no que você escrever, pitéu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-1720820209972157606?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/1720820209972157606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=1720820209972157606' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/1720820209972157606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/1720820209972157606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/07/ser-homem-objeto-bom.html' title='SER HOMEM-OBJETO É BOM?'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-685553588660931044</id><published>2007-07-19T14:34:00.000-07:00</published><updated>2007-07-19T14:37:45.790-07:00</updated><title type='text'>E a vida se fez de louca...</title><content type='html'>PEQUENO ROTEIRO PARA UMA HISTÓRIA NORMAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela. Eu. Medo e intensidade. Uma vida inteira pela frente, um dia inteiro. Uma música ao fundo. Figurantes correndo na chuva. Um cachorro, uma válvula. Final sem fim. Trilogia de centenas de dias multiplicados ao extremo do elevado à décima potência. Negona, essas são minhas contas do tempo que te quero comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E A VIDA SE FEZ DE LOUCA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem apaixonado é pior que cachorro na chuva. E como disse minha prima: deus nos dê fígado, pois temos um mundo inteiro pela frente. Uma noite, uma noite apenas e lá estava ela em meio à fumaça. O cheiro da erva empestiava o ar, mas a gente nem ligava. Na verdade não ligávamos pra nada, nem pra nós mesmos. Ela me olhava, mas não me via. Eu idem. Fui embora três vezes pra perceber que tinha que ficar. Foi preciso um puxão no braço: “Fica aí negão. Vai pra onde nessa noite chuvosa?”. Pronto. Aninhei-me como gato. Quatro quartos de conversa e a proposta: vamos ver a chuva? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza quando tudo vai mal, quando o céu ameaça trovão pode ter certeza: vai piorar. Por sorte (ou destino?) eu não sofri com a lei de Murphy. Ela apareceu do nada e realmente mexeu demais comigo. Sorrisos gratuitos e uma necessidade intrínseca e urgente de permanecer o máximo de tempo possível do lado, perto, dentro. O diálogo mudo dos olhares. Conheci meus olhos verdes num Diretório Central dos Estudantes. Mas, como ela mesma diz já nos conhecíamos antes. Vivíamos cada um na fantasia do outro esperando só pelo momento da materialização. Freud era mesmo muito doido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou num estado absoluto de embriaguez sorridente. Acordo: sorriso. Vejo Zé trabalhar: estou sorrindo. “Viu passarinho verde, seu Marcus?” Vi Zé, vi. E ele canta pra mim no celular. Ela diz que me ama da maneira mais original, diferenciando termos. Eu não digo nada. Estou como a vida... Conservador. Em paz. Não aquela paz bucólica de antes. Uma paz que fica suada depois. Sorriso bobo. Eu gosto de ler estórias pra ela. Como é lindo seu sorriso. Veio pra misturar tudo, pra trair a solidão. Pergunta-me se sentir saudade é bom ou ruim. Reclama do meu cheiro bom dizendo que faz querer não ir embora. Faz-me rir. Rimos juntos. Segredo da felicidade: rir com quem se ama. E vamos sim à praia, quem sabe dormir por lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PALAVRA É ERRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desoxirribonucléico. Somos mais do que espirais. Também esperava por você negona e quero mesmo que conheça a minha mãe. É impressionante como as coisas mudam tão rapidamente. Começo a suspeitar que a linha que separa a felicidade do seu oposto é muito tênue. Uma pessoa, um lugar, uma vontade. Vontade de estar feliz. Eu estou com vontade de você agora negona. Digo que te adoro e acho que sei a resposta praquela tua pergunta: o amor é mais forte porque contém o “te adoro” nele. Logo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que você sabe que quando eu não falo nada é porque não precisa. Aquele depois com o mamão e as uvas é perfeito. Olhar. Adoro olhar você. Quando se está apaixonado o diálogo tomo proporções metafísicas. Um olha, o outro olha e pronto. Sobe na moto e sai. Eu queria alguém que me cativasse. Ela me regou. Altas horas da noite e ela diz: “Negão, quando chegar em casa me dá um toque ‘preu’ saber que tu chegou bem”. E ainda me pergunta por que a olho com cara de bobo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-685553588660931044?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/685553588660931044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=685553588660931044' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/685553588660931044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/685553588660931044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/07/e-vida-se-fez-de-louca.html' title='E a vida se fez de louca...'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-4362485891921049120</id><published>2007-07-12T16:59:00.000-07:00</published><updated>2007-07-12T17:02:22.143-07:00</updated><title type='text'>PODERIA SER COMO VOCÊ</title><content type='html'>Os desmandamentos que cercam o macho moderno &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Chego em casa e minha mãe:&lt;br /&gt;– Ligou uma moça pra você.&lt;br /&gt;– Quem era?&lt;br /&gt;– Ruth. Ou coisa assim.&lt;br /&gt;– Ruth?! Não conheço nenhuma Ruth.&lt;br /&gt;– Disse que estudou com você.&lt;br /&gt;– Ah, então não seria Dina?&lt;br /&gt;– Isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Um dia desses perguntou se eu não estava notando nada de diferente nela. Mencionei o cabelo, sem titubear. Ela abriu o maior sorriso, toda orgulhosa da minha prova de atenção. Daí eu, crente que tinha me dado bem, dou-lhe um abraço e falo: “Sempre achei que você ficava melhor de cabelo curto, amor”. Pra que fui dizer isso? Ela não tinha cortado o cabelo; tinha pintado. Só por causa disso, ficou uma semana de mal. Chorou e tudo. Mas já viu mulher precisar de motivo pra chorar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – É a segunda vez em três minutos que você olha a hora.&lt;br /&gt;– Eu tava marcando quanto tempo você passava sem reclamar de alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 Desisto. Mulher não presta. Vou à China em busca das tais mulheres boas. Depois, viro gay pra ver se dou (ênfase no dou) mais sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Temos incompatibilidade de gênios. Nunca daria certo. Melhor abandonar o barco enquanto ele ainda está perto da praia – lamentou. – Precisamos arranjar uma namorada pra você – sentenciou o solidário. – Olhe ao seu redor e veja quem lhe interessa. Com minhas orientações, você não vai ficar na mão. Está vendo aquela ruiva? A hora é agora. Vá lá e comente algo sobre o preto de suas vestes contrastando com a brancura da sua pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 Marcus Mota?! Nunca ouvi você me chamando de Marcus Mota. As pessoas costumam chamar as outras pelo nome completo quando estão chateadas. Você já notou isso? Que as pessoas chamam as outras pelo nome completo quando estão chateadas? É exatamente o contrário de quando elas querem agradar a outra pessoa ou se desculpar por alguma coisa errada, aí elas usam apelidos carinhosos. Né, Ju?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 A moça vestia um jeans justíssimo de cintura mais-que-baixa. Mas a maior atração era o top. Top de linha. Tratava-se de uma blusa que, como diz a música de Gonzagão, começa muito tarde e termina muito cedo.&lt;br /&gt;Era esse pedacinho de pano que deveria cobrir aquele farto par de seios. Deveria.&lt;br /&gt;– Com todo o respeito, moça, mas seu peito tá pra fora.&lt;br /&gt;– Ops! Obrigada.&lt;br /&gt;– É muito bonito, carnudo...&lt;br /&gt;– Brigada. São naturais.&lt;br /&gt;– Não, eu estou falando do mamilo. Peito tanto faz se é pequeno, grande, caído, siliconado. Meu negócio são os mamilos.&lt;br /&gt;– Eu, hein! Você é um tarado muito esquisito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 Finalmente resolveu atropelar o orgulho. E ligou.&lt;br /&gt;– Você sumiu. Parece se importar com tudo, dar atenção a todos. Mas pra mim não liga, não escreve...&lt;br /&gt;– ... Reticências. Só ouvia reticências. Até que:&lt;br /&gt;– Você não acha que eu estava ocupada demais pra falar com você, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 No chat:&lt;br /&gt;– Tudo bem?&lt;br /&gt;– :P&lt;br /&gt;– Como foi a festa?&lt;br /&gt;– \,,/&lt;br /&gt;– Soube q você não ficou com ninguém.&lt;br /&gt;– :~&lt;br /&gt;Tradução:&lt;br /&gt;– Tudo bem?&lt;br /&gt;– Beleza.&lt;br /&gt;– Como foi a festa?&lt;br /&gt;– Bombou.&lt;br /&gt;– Soube que você não ficou com ninguém.&lt;br /&gt;– Snif.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 Na happy hour, com o colega do escritório:&lt;br /&gt;– Mas foi só beijinho ou...&lt;br /&gt;– Barba, cabelo e bigode.&lt;br /&gt;– E aí, como ela é?&lt;br /&gt;– O que você pensa que eu sou? Não se sai espalhando por aí a intimidade de um casal.&lt;br /&gt;– Tá bom. Não tá mais aqui quem perguntou.&lt;br /&gt;– Paga um boquete inacreditável. Só vendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-4362485891921049120?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/4362485891921049120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=4362485891921049120' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/4362485891921049120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/4362485891921049120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/07/poderia-ser-como-voc.html' title='PODERIA SER COMO VOCÊ'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6024196496593648719.post-6291153744277330353</id><published>2007-07-12T16:39:00.000-07:00</published><updated>2007-07-12T16:46:10.169-07:00</updated><title type='text'>UMA TENTATIVA DE CONQUISTA MOVIDA A CHEIRO DE MACONHA</title><content type='html'>Assim que ela entrou no meu campo de visão, meu coração deixou de&lt;br /&gt;ser um latifúndio improdutivo. Ela não fez nada para que isso acontecesse, não pediu. Para ser sincero, nem eu mesmo queria que aquilo tivesse rolado. Bem, pelo menos não daquela maneira tão repentina. Eu estava sujo, com o cabelo pior do que de costume, barba por fazer, sentindo-me mal com aquela roupa, com sono, cheirando a maconha que uns colegas tragavam do lado de fora. Deprimente. E ela... ah... ela fingia que dormia bonitinha num colchonete fininho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre curti meninas estranhas. Ela não é lá tão estranha. É esquisita. Fofa. Há pessoas muito mais estranhas por aí. Mesmo assim, qualquer um que me conheça é capaz de olhar para ela e afirmar que eu me encantaria por uma guria do jeitinho daquela ali. Não é para menos: ela falava de um jeito estranho, seus olhos comprovam que ela deve estar permanentemente num estado de letargia.&lt;br /&gt;Deu-me um surto de loucura e macheza (geralmente eles andam lado a lado) e eu decidi que trocaria nem que fossem duas palavras com ela. Oi. Tchau. Tentei. Eu não sabia nem como começar. Só sabia que tinha de fazê-lo. Estava na hora de arriscar. Destino? Acaso? Não me lembro de ter falado coisa mais idiota para uma menina. "Eu vou embora..." Não fiquei com vergonha. Ela sorriu. "Senta aí negão...". Conversamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTANDO MENTALMENTE&lt;br /&gt;Ela tem o mesmo nome da falecida. Gravei na hora. Engraçado,&lt;br /&gt;lembro-me de tudo o que conversamos. E isso não acontece comigo. Geralmente, escuto as meninas falarem qualquer coisa sem me preocupar em lembrar depois, só para tentar surpreendê-las na hora com alguma frase de efeito, pegá-las de supetão, manjas? Com aquela ali, era diferente. Lembro-me bem um dia desses quando ela me disse que tinha 22 pra 23 anos. Tive medo, mas comecei a calcular mentalmente, enquanto ela falava (admito: não lembro o que ela falou enquanto eu calculava), a diferença de idade entre nós. Tive medo. De 23 para 21. Dois. É nada. Alguns meses a mais outros menos. Não, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos a conversar. Eu começava a frase ela terminava. Um cariho absurdo que não tinha vontades sacanas e a chuva caindo solta do lado de fora. O papel dela em minha vida já estava escrito, o filme já havia sido rodado. Sucesso de bilheteria.&lt;br /&gt;Sem que ela ou eu pudéssemos prever, aquela menina fez com que eu voltasse para minha casa e pensasse que o poeta estava mesmo certo: “O passado a gente esquece e há sempre alguém novo para amar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles olhinhos verdes me desenterraram de um buraco do qual tinha certeza que não sairia tão cedo. Guardo todos os traços dela em minha mente. Penso naquela coisinha bem no meio do trabalho, sem razão aparente. Eita Juliana, que bem você me faz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6024196496593648719-6291153744277330353?l=leiadevagar.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leiadevagar.blogspot.com/feeds/6291153744277330353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6024196496593648719&amp;postID=6291153744277330353' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/6291153744277330353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6024196496593648719/posts/default/6291153744277330353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leiadevagar.blogspot.com/2007/07/uma-tentativa-de-conquista-movida.html' title='UMA TENTATIVA DE CONQUISTA MOVIDA A CHEIRO DE MACONHA'/><author><name>marcolino joe</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07347311242407525549'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>